

A arte de dobrar papel é hoje conhecida como Origami. No tempo dos nossos avós e na minha infância, já se faziam muitas dobragens, mas não as imaginávamos com o nome de Origami.A ideia de construirmos barquinhos de jornal surgiu após termos aprendido uma canção que a estes fazia referência. Começamos, então, por pegar no jornal e fomos descobrindo algumas das suas características, comparando, por exemplo, com outros papéis. Descobrimos ainda sons que se podiam produzir com o jornal, quando se abanava a folha do jornal com maior ou menor intensidade. E a conclusão extraordinária a que chegamos foi a de reproduzirmos um som muito semelhante ao da chuva.
…da folha ao barquinho de jornal



…Com as folhas na mão, seguimos todos os passos, dobra e mais dobra, e como por magia tínhamos um chapéu de soldado, um barquinho de pirata e até uma caravela! As crianças estavam maravilhadas, como era fantástico ver um simples papel ganhar vida! Pelo ar de admiração, percebi que nunca tinham feito barquinhos de jornal com os pais. Combinámos, então, que cada criança iria pedir aos pais para construir barquinhos… No dia seguinte, não foram muitos os barquinhos que chegaram ao Jardim, e alguns deles por muita vontade que os pais tivessem não vinham com todos os passos, ficavam-se pelo chapéu.Voltou-se aos barquinhos, e durante a semana foram chegando mais barquinhos… Percebi, então, que as crianças afinal já tinham ensinado lá por casa os pais!



Contributos: Esta actividade permitiu reforçar o conceito de triângulo e rectângulo, pois de uma forma inesperada algumas das crianças identificaram as figuras geométricas que surgiram (triângulo- chapéu; folha-rectângulo). Dobrar o papel, para além das possibilidades criativas, contribui ainda para desenvolver a atenção, a concentração, a memorização e a coordenação motora.
Próximo capítulo: Aguardamos pelo dia de levar o nosso barquinho às pocinhas do quintal. Enquanto esperamos pela chuva, mergulhamos no nosso imaginário e seguimos o nosso barquinho de jornal, aquele onde irá navegar o soldadinho de chumbo! Esperemos que o barquinho não vire…



Mas não esqueçamos que o Jornal existe para ser lido…este será uma presença constante na sala para ser explorado noutra vertente.