Poesia: ” Os Números do Menino Guloso”
O carácter lúdico com que estamos a explorar esta poesia, através de gravações em áudio, utilizando o processador de texto, ilustrando, trazendo receitas e ingredientes( aqui com grande colaboração dos pais) para os “Bolinhos”, construindo conjuntos e fazendo correspondências, tem despertado nas crianças um grande interesse. Este tipo de experiências leva-nos a concluir que é possível conciliar a Poesia com a Matemática, envolvendo as crianças de forma autónoma, num permanente desafio à imaginação de cada um.

DÁ-ME BOLINHOS
MAS NÃO SÓ UM.
DESDE O ALMOÇO
FAÇO JEJUM.
DÁ-ME BOLINHOS
MAS NÃO SÓ DOIS.
COMO UM AGORA
OUTRO DEPOIS.
DÁ-ME BOLINHOS
MAS NÃO SÓ TRÊS,
QUE OS VOU PAPAR
DUMA SÓ VEZ.
DÁ-ME BOLINHOS
MAS NÃO SÓ QUATRO,
PARA OS PROVAR
LOGO NO QUARTO.
DÁ-ME BOLINHOS
MAS NÃO SÓ CINCO.
COM TANTA FOME
EU BEM OS TRINCO.
DÁ-ME BOLINHOS
MAS NÃO SÓ SEIS,
TODOS MAIORES
QUE BOLOS REIS.
Poesia da escritora Luísa Ducla Soares, transcrita no processador de texto por: Tatiana, Ana Beatriz, Beatriz, Joana, Daniela, Mariana, Tomás, Adriana e Sara.





Acabámos de escutar a vossa história.
Nós também lemos na nossa sala.
Um pouquinho mais alto percebiamos melhor, mas como são pequeninos.
Parabéns
Olá Magníficos!
Vocês são muito simpáticos! “Amigos” diz a Beatriz e “queridos” diz a Ana Beatriz.
Queríamos pedir para colocarem aqui o vosso link para nós dar-mos uma saltada até vocês.
Obriga pela visita.
Adooooooooooorei!!!
Adorei ouvir as vossas vozes, ver os vossos desenhos, sentir que a brincar é tão bom aprender!!!
Estão todos de Parabéns!!!
Agora o desabafo: ai das minhas alunas que voltem a querer “dar” números às crianças com fichas e mais fichas!!! Vou “mandá-las” todas espreitar na janela deste jardim! Pode ser que assim finalmente vejam que eu não ando a inventar e que estas coisas se fazem mesmo!!!
Beijinhos!
Olá Rute Moura, aos pouquinhos vamos ganhando amigos. E amigos destes nós gostamos mesmo muuuuuito!
Obrigada, como eu percebo esse desabafo!
Temos ainda outras sugestões para conhecer e explorar a matemática, neste caso os números. Temos poetas como o Eugénio de Andrade e Fernando Pessoa que tão bem souberam promover o encontro entre a poesia e as crianças. Por exemplo, o poema Pial de Fernando Pessoa (poema de absurdo e nonsense)é muito divertido para explorar os números. Um dia destes também o divulgamos neste blogue.
Continuação de bom trabalho aí por terras de Lamego.
Ah! Sinto que nas prateleiras da Rute mora muita poesia. Um dia destes deixo por lá um comentário!
Beijinhos
Acho que essa poesia está muito gira!!!! continuem a escrever mas poemas giros.
Tão bonita a vossa leitura e a poesia!
E se eu vos der 7 bolinhos, que diriam a rimar, como fez a Luisa Ducla Soares?
Olá Doutora Altina,
Excelente ideia, vamos continuar a rimar com os bolinhos. Se calhar até 10 bolinhos!
Mas para os sete já cá temos a rima, feita com dedicação para a professora:
Dá-me bolinhos
Mas não só sete
Para os comer
Depois da esparguete.
Brevemente colocaremos em áudio.
Obrigada uma vez mais.
Ádila,
Mas que fantástico trabalho!
Eu perdia-me no vosso blogue entre ler, comentar, sugerir, sei lá, estar convosco, mesmo mediada pela tecnologia que, neste caso, é quase transparente, não acha?
Olá Doutora Altina,
Os seus comentários, sugestões, interrogações, são sempre um grande contributo neste canal de comunicação em dois (múltiplos) sentidos. Na fase em que nos encontramos reconheço já inúmeras vantagens nesta tipo de comunicação interactiva a vários níveis, nomeadamente: criação de laços; alargamento do conceito de Jardim de Infância para além destas paredes; maior aproximação entre crianças/crianças e crianças/educadora; maior envolvimento e motivação das crianças na aprendizagem…
Mas creio que as TIC, e o blogue neste caso, só terá verdadeiramente sentido quando integrarmos estas ferramentas nas experiências/ aprendizagens de uma forma invisível.
Obrigada por tudo,
Ádila Faria
legal